26/10/2010

Mundo dos Negócios

baby

vem viver comigo
no mundo dos negócios
traz o teu negócio
junto ao meu negócio
vamos viver do comércio barato
de poemas de amor

baby
o que mais importa
a poesia está morta
mas juro qua não fui eu
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e sóis
tudo à minha volta são reclames
desejos
vãos
e só

baby
vamos ao cinema
a vida é cinema
já vi esse filme
sempre o mesmo filme
canções de amor se parecem
porque não existe outro amor

"Cidades vertiginosas, edifícios a pique, torres, pontes, mastros, luzes, fios, apitos, sinais. Sonhamos tanto que o mundo não nos reconhece mais, As aves, os montes, as nuvens não nos reconhecem mais, Deus não nos reconhece mais."

* Trecho do poema "Salmo Perdido", de Dante Milano ( 1899-1991 ).

Composição: Zeca Baleiro

16/10/2010

Preservativo, desinfetante e antisséptico formol aos nossos ídolos, conservar é preciso!

Resistência dos que se foram seus cantos ainda correm nos cantos, marcaram e continuam marcando, suas heranças nos pertence para que possamos usufruir da melhor forma possível, enriquecendo nosso ser de conhecimento, sentimento e satisfação, por isso resisto sempre, e cultivar é preciso!

Fiquei imaginando como seria o mundo hoje se os nossos “rebeldes”, até mesmo nosso romanticamente “bregas”, aqueles revolucionários da musica dos anos 60, 70, 80 e 90, que já se foram, mas a sensação soa que ouvem e como se ainda não tivessem ido.

Como seria: Jim Morrison, John Lennon, Jimi Hendrix, Bob Marley, Kurt Cobain, Elis Regina, Cazuza, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Chico Science, Dorival Caymmi, Gonzaguinha, Jaques Brel, Pixinguinha, Noel Rosa, Maysa Nelson Gonçalves, Núbia Lafayette, Bezerra da Silva, Tim Maia, Mamonas Assassinas, Cássia Eller, Lupicínio Rodrigues, Ataulfo Alves, Cartola, Nina Simone, Tom Jobim, Dolores Duran, Vinicius de Moraes...

O que esses seres e outros tantos mais que já não estão conosco, o que produziam em suas músicas, composições, ironizando, protestando, desabafando, enfim a respeito do quê estariam cantando? Talvez não houvesse espaço, pra surgir e tocar, o que hoje toca por aí?

Os protestos deles hoje, já não fossem da mesma forma, mas acredito que muito do que foi cantado e o que acontece hoje, é efeito do que não foi feito ontem, e o que vamos fazer não refletir as gerações futuras o que está sendo posto hoje, é um momento de declínio e alienação, de anseios da falta de conteúdo, tudo está virando um caos, precisamos ter essa consciência como será nossos pequenos amanhã ouvindo o que ouvem hoje?

Protesto e Resisto às novidades fúteis, sem conteúdo visceral, a estética das composições nada poéticas, melodias nada tocantes, hoje apenas letras fáceis de cantar e nada pra se refletir a respeito do que é ouvido e cantado, não há mais sentimentos, apenas produtos de consumo alienado.

Resisto ouvindo o passado sempre presente e cato o que ainda há de bom e novo para essa nova geração, resisto com Lenine, Zeca Baleiro, Ana Carolina, Marisa Monte, Luiza Possi, Seu Jorge, Ana Cañas, Moska, Otto, Amy, Roberta Sá, Casuarina, Carla Brunni, Maria Gadú, Skank, Patrícia Marx, Jair Oliveira, Jorge Vercilo, Chico César, Daniela Mercury, Los Hermanos, Silvia Machete, Charlie Brown (Os primeiros discos), Pitty, Ed Mota, Zélia Ducan, Adriana Calcanhoto, Nando Reis, O Rappa, Carlinhos Brown, Maria Rita, Léo Maia, Arnaldo Antunes, Nação Zumbi, Lirinha, Dr. Raiz, Jumentaparida (eterna e marcante aos cearenses a geração bacana do fim dos anos 90).

Resisto com os nossos eternos e ainda presentes Chico Buarque, Caetano, Belchior, Betânia, Mano Chao, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Lulu Santos,Bob Dylan, Zé Ramalho, Elba, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Amelinha, Quarteto em Si, Titãs, Humberto Gessinger, Paralamas, Tom Zé, Paulo Ricardo, Lobão, Erasmo Carlos, Reginaldo Rossi, Wando, Elimar Santos, Djavan, Guilherme Arantes, Toquinho, Raimundo Fagner, Ney Matogrosso, Moraes Moreira, Oswaldo Montenegro, Martinho da Vila, Nana Caymmi, Alcione, Ângela Rô Rô, Beto Guedes, Dominguinhos, Renato Teixeira, Edu Lobo, Fafá de Belém, Flávio Venturini, Gal Costa, Geraldo Pereira, Geraldo Vandré, Geraldo Vandré e Jair Rodrigues, Ivan Lins, João Bosco, Kid Abelha, Legião Urbana, Luiz Melodia, Marina Lima, Paulinho da Viola, Rita Lee, Rita Ribeiro, Simone, Tetê Espíndola, Vital Farias, Ângela Maria, Zizi Possi...

Nossos revolucionários, os nossos românticos bregas, pessoas que sabe poetizar nosso sentimento e nos mostrar uma forma deferente de senti e conhecer melhor esses sentimentos que nos ronda nosso ser, e que ouvindo e cantando enaltece nossos sentimentos, que nos deixa leve e feliz, sem precisar se entorpecer com nada mais além das palavras.

Com certeza, devo está deixado de citar alguns nomes importantes, e que também tenho citado nomes ao qual não agrada algumas pessoas, mais não critique antes de pesquisas e ler algumas músicas cantadas, composta, por essas pessoas aí verá que não estou exaltada.

Bem foi remexendo, revirando, desenterrando coisas, que me influenciam ou influenciou algum momento a minha vida, na verdade o que gosto? Música de conteúdo, que me passe algo que me toque de alguma forma agradável de receber essas mensagens, desabafos, sonoridade, e até mesmo pequenas frases que por menores que sejam digam muito.

Ana Cavalcante

Sobral-ce

16/10/2010

05/10/2010

Felicidade


Estado de equilíbrio e satisfação consciente do ser, sou feliz e acredito que nada pode me abalar, acredito que a vida tem muitas coisas boas a me proporcionar, mais só chego a tal ponto por que faço tudo o que me causa felicidade, a vida dos outros não me interessa, outro que me refiro são os que não dividem o mesmo teto, me coração anda quieto só ouvindo o silêncio da minha paz. Quem tenta me atingir só fere a si mesmo, seus fracasos não são por acaso, pois pode comemorar o que acha ser meu fracasso, pois estou feliz como ninguém, sou, tenho e conquisto coisas que você só fica na vontade, meu amor é meu mundo, meu filho minha evolução, meu lar é construido de lutas e conquistas, de equilíbrio e felicidade. Hoje digo fui ingênua, ontem aprendi que o amor, que o amigo só encontro no meu lar, acredito que a vida só tem a me presentear, não sou santa, muito menos puro, erro sempre, e busco sempre reconhecer minhas falhas, por que o amor é chama, e o combustível sou eu.

Em 05/10/2010
Ana Cavalcante